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Bitcoin é uma fraude, diz Jamie Dimon

Bitcoin é uma fraude, diz Jamie Dimon

Se o bitcoin é uma fraude, como afirma Jamie Dimon (CEO do JP Morgan), pelo menos é uma das mais originais.

Uma fraude auto-imposta individualmente por cada usuário. Cada um fraudando a si próprio. Pois quem seria o falsário, aquele que está lesando deliberadamente suas vítimas? Escapa-me.

Talvez fosse mais correto dizer que se trata de uma alucinação coletiva. Baseada na confiança ou fé de que outras pessoas seguirão acreditando que algo puramente digital possa ter valor. Algum valor. Apesar de não ser “real”, de não existir no mundo físico.

Bitcoin só tem um preço porque uns acreditam que alguns seguirão crendo que outros também persistirão na mesma crença. Isso só pode ser uma bolha.

Mas, por essa ótica, não seria a própria noção de dinheiro uma espécie de alucinação?

O ouro tornou-se moeda por escolha da sociedade, do mercado. E quanto mais pessoas aceitavam o ouro, mais aumentava sua liquidez e a expectativa de que mais pessoas seguiriam aceitando o metal. Quase uma profecia auto-realizável. E, o mais incrível de tudo, sem nenhum ditame estatal. Confiança de que a confiança dos outros, e a própria, seguiria inabalável.

Hoje não mais temos um dinheiro livre, de mercado, mas sim um pedaço de papel emitido monopolisticamente por algum governo. Uma obrigação sui generis, liquidável nela mesma. Nada mais que dívidas. Passivos do governo. Que jamais precisam ser efetivamente quitados.

Precisamente isso são todas as moedas estatais. Nada além disso. E por que elas têm valor? Porque há um soberano – amparado pelas leis e pelo monopólio da força – capaz de forçar seus súditos a estas usarem.

E todo mundo as aceita sem nem mesmo recordar porque assim o fazem. Talvez porque os outros seguirão aceitando, porque confiam que seus concidadãos persistirão na mesma convicção. Não seria essa mais uma alucinação coletiva?

Ou, quem sabe não seja esta justamente a verdadeira fraude da nossa economia: um pedaço de papel, uma dívida resgatável nela mesma, não conversível em nada, a qual somos obrigados a chamar de dinheiro e aceitá-la em troca dos frutos do nosso trabalho?

Créditos(Fernando Ulrich)

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